MUST LISTEN #12: oito álbuns para ouvir neste fim de julho

Para finalizar julho com chave de ouro, escolhemos mais oito discos para aqueles que buscam coisas novas darem o play!

Na décima segunda edição do adorado MUST LISTEN separamos oito álbuns e EPs que merecem sua atenção neste final de julho. Na lista há bandas de rock alternativo, de blues e funk, artistas solos promissores do urban contemporary e até mesmo folk europeu!

Veja nossas escolhas abaixo!

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The Debut, do Ponderosa Grove
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(Foto: Divulgação/Reprodução)

Una parte dos maiores sucessos da disco, do dance, do rock jazzy e do soul no final de uma gigantesca festa em comemoração às conquistas acerca da existência e o resultado é The Debut, disco de estreia dos estadunidenses do Ponderosa Grove.

O debut – com perdão da redundância e do pleonasmo – é uma confraternização grandiosa, um brinde estalado em ode a vida. Originada no Arizona, na cidade Prescott, a banda possui como base inspiracional nomes como Fleetwood Mac e Eagles, mas parecem soar um pouco mais modernos que o de costume: algo entre trabalhos de Alabama Shakes e Zac Brown Band com pitadas do tempero encontrado nos recentes projetos de Chris Stapleton e Brittany Howard.

The Debut é um disco massudo, clássico, festivo e, principalmente, palatável a diversos tipos de público. Com onze faixas, o trabalho entrega um sentimento constante de realização, ainda quando aborde temas não tão superficiais quanto a felicidade instantânea de bons momentos. Ponderosa não se limita em sonoridades, muito pelo contrário. “Slowing Down In Real Time” é uma excelente introdução a la os hits da Motown Records, repleta de instrumentos metais e grandes coros de voz. A linha de baixo também merece destaque. “Freedom Ride” segue a mesma intensidade criativa, mas ainda consegue ser mais groove e cheia de balanço ainda; esta track poderia ser parte de um disco novo de membros do Earth, Wind & Fire, por exemplo. “Waterline” desacelera o ritmo e apresenta um arranjo mais swingado, com teclados e uma linha de voz que sussurra no ouvido do público.

Um dos destaques do álbum, “Save My Soul” funcionaria perfeitamente como carro-chefe do novo trabalho de estúdio do Alabama Shakes. Que canção fantástica e grandiosa, cheia de backing vocals estridentes e graves muito agradáveis. Potencial gigantesco para se tornar um hino de festivais ao vivo nos Estados Unidos.

You Got Me” tira o pé do acelerador e se torna uma das melhores baladas da carreira do grupo já no primeiro minuto. Muito feeling. “One Seat” utiliza fórmulas já vistas na discografia de Bon Iver, Chris Stapleton e City and Colour, mas é robusta e possui identidade. Talvez se a produção não fosse tão pontual a canção não funcionaria tão bem; entretanto, é mais uma grande prova que enfatiza o ótimo trabalho de mixagem e masterização.

A jazzy “Love” vale o tempo e até tem seu charme, mas é “Into the Blue” que fecha com chave de ouro o disco de estreia do Ponderosa Grove. Harmonias impecáveis e ótima composição. A sensação que fica é que neste baile de um pouco mais de quarenta minutos ainda havia espaço para mais canções.

The Debut é um excelente disco que não se limita criativamente, deixando assim, então, um caminho cheio de possibilidades para os estadunidenses que, uma hora ou outra, estarão viajando pelo país e até mesmo o planeta sendo a trilha sonora perfeita de algum momento da vida daqueles que sempre optam por músicas de qualidade; e nem só de técnica estamos falando por aqui.

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Glass, do The Arthurs
(Foto: Arief Adityaputra)

Os holandeses do The Arthurs lançaram no último mês seu segundo e ótimo disco de estúdio, Glass. O idealizador do projeto, Robin den Drijver, é um músico com muita bagagem. Sua banda já tocou em diversos festivais na Europa e recebeu críticas muito positivas da imprensa europeia com o disco de estreia, When I’m Sane, lançado em 2017.

O quarteto, que possui na atual formação o baterista Jatske Blonk, o guitarrista Dylano Hahury e o baixista Martin Memelink, afirma que é um grupo de indie/alternativo, mas eles estão muito distantes de serem inseridos em quaisquer caixas de limitações. É verdade, há canções neste segundo álbum de estúdio que remetem a faixas de Pixies, Smiths e até mesmo Joy Division, com pitadas do grunge e do pós punk, mas há uma característica própria no The Arthurs que chama a atenção do ouvinte: a vontade de se criar um trabalho completo tentando agradar diversos tipos de audiência. E que funciona muito bem.

Em alguns momentos o ouvinte será levado a uma viagem direta para os anos de 90 e 91 na cidade de Seattle, assim como fará uma visita no Reino Unido após o anos de 1984, mas tudo isso consegue soar coeso dentro de um único conjunto.

Os destaques ficam para as excelentes “Something With Oceans“, pop rock inspirado pelo blues de alguns trabalhos de Clapton e Cream, assim como “Ghosts of Time” que poderia ter contado com uma colaboração do romântico apaixonado John Mayer na guitarra. “Hiraeth” é quase uma homenagem a Billy Idol, Iggy Pop e até mesmo Talking Heads de David Byrne.

Windows” pisa no acelerador e entrega guitarras distorcidas, cruas e diretas a la performances ao vivo do Nirvana e o início do Foo Fighters com seu álbum homônimo e o hinário The Colour and the Shape. Para encerrar, a rock bluesy “I Am the Bogeyman” passeia entre sonoridades já vistas antes em clássicos de Free/Bad Company de Paul Rodgers, The White Buffalo e Joe Bonamassa.

Encerrando o trabalho o ouvinte encontra-se em uma viagem na estrada com os vidros abertos nesta balada melódica que soa como uma despedida que não dura tanto quanto deveria. “Alice at the Wedding” é o banho de mar no início do dia antes de se fazer as malas e voltar para a cidade grande.

Glass é um disco que possui potencial para alcançar fãs de diversas bandas e estilos não só na Holanda ou no continente europeu, mas pode facilmente se tornar um dos trabalhos favoritos de todos aqueles que amam a nostalgia das sonoridades oitentistas.

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Supertentacles, do Supertentacles
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(Foto: Divulgação/Reprodução)

Sean Anderson é um produtor e músico de Milwaukee, que iniciou sua carreira como artista solo com seu álbum homônimo, lançado em 2019. Dois anos depois, Supertentacles aparece no mercado com mais dois singles, mas ainda seguindo direções similares com o seu trabalho de estreia.

Assim como o time da cidade na NBA na temporada 20/21, por exemplo, Sean é um vencedor; ou pelo menos tenta ser, ainda que sua jornada esteja fadada ao autodescobrimento. No debut homônimo e nas duas tracks de trabalho que sucedem o lançamento completo, “No Creature Left Behind” e “Older“, o artista navega pelas águas que o ilham acerca de sua própria existência. As canções entregam excelentes composições acerca das vitórias e derrotas da vida, além também de abordar temas como a dúvida jovial de incertezas acerca do futuro, sentimentos amorosos nas relações interpessoais e nostalgia.

Supertentacles faz jus ao seu próprio nome – na tradução livre, “Supertentáculos” – ao explorar extremos. O produtor afirma que é majoritariamente inspirado pelo indie e alt rock, experimentando também instrumentos do folk e da música acústica com leves toque do britpop. Nomes como Gorillaz/Blur, St. Vincent e Beck estão na lista de favoritos de Sean, mas sua música funciona como rock alternativo.

Synths bem explorados tais como nas boas faixas criadas por Damon Albarn em “Take You“, “What’s Wrong” e “Doom” são os maiores destaques por aqui, mas vale também a menção às linhas de violão muito bem arranjadas e compostas como em “Icicles” e “Invisible String“, que entregam resultados próximos até ao shoegaze. “Candy” soa como se o Radiohead fizesse um b-side acústico gravado ao vivo com muito reverb na linha de voz e “My Friend, Caterpie” é um ótimo encerramento de um projeto que aparenta ser apenas o pontapé inicial de uma carreira muito interessante.

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Skin & Bones, do Blue Evolution
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(Foto: Divulgação/Reprodução)

O nome dos galeses do Blue Evolution não foi dado por acaso. Ainda que na tradução literal a marca da banda seja algo como “Evolução Azul”, é fácil perceber o trocadilho que os rapazes quiseram criar assim que o ouvinte dá o play no primeiro trabalho de estúdio do quarteto, Skin & Bones. O grupo, formado no sul do País de Gales pelos musicistas David, Chris, Gary e Alessandro, é uma excelente banda de BLUES que existe desde 2019.

Neste disco de estreia com quase dez faixas a banda explora sonoridades similares e que já foram mainstream durante décadas, entregando um prato cheio para os adoradores nostálgicos dos estilos predominantes na indústria durante as décadas de 50, 60 e, principalmente, 70.

Há no disco de estreia da banda canções com roupagens similares a CCR, Peter Frampton, Clapton e até mesmo o grande Free de Paul Rodgers, mas é a abordagem moderna a la Joe Bonamassa que chama atenção. Não é como se a banda soasse apenas como uma homenagem às suas inspirações, eles possuem um charme próprio e característico, cheio de balanço, que provavelmente agradará públicos distintos apaixonados por diferente estilos.

Ligue sua Harley Davidson, aumente o som e parta sem rumo na estrada interestadual da indústria neste ótimo trabalho de blues e classic rock dos galeses do Blue Evolution. A banda, que possui a maior parte de sua fanbase no Reino Unido, poderia facilmente estar presente com tracks originais na trilha sonora de Sons of Anarchy, Peaky Blinders ou até mesmo Vikings.

Um dos maiores destaques de Skin & Bones, além das excelentes linhas de baixo e os keyboards no background, definitivamente são os riffs de guitarra bluesy que encorpam o trabalho como um todo. Por contar com músicos experientes e muito bons, o Blue Evolution possui grande potencial para conquistar cada vez mais espaço no mercado com esse trabalho coeso, groovy e enérgico que entrega uma roupagem muito classuda que lembra os tempos brilhantes do classic rock. “My Little Sweetheart“, “You Know My Baby“, “No One There“, “Drink Of The Gods” e a jazz “True To You” merecem muito a sua atenção.

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Madness On Repeat, do The Chris Ruben Band
The Chris Ruben Band Releases Debut Album “Madness on Repeat”: Streaming -  pm studio world wide music news
(Foto: Divulgação/Reprodução)

Os novaiorquinos do The Chris Ruben Band até podem estar lançando seu primeiro disco apenas agora, em 2021, mas definitivamente estão muito longe de soarem como iniciantes na indústria. O debut Madness On Repeat, com onze faixas, é cheio de groove e instrumentais funky que sustentam todas as faixas por si sós, como se nenhuma dependesse da outra para funcionar. É impressionante a facilidade do sexteto, pelo menos neste trabalho de estreia, em transitar entre diversos estilos variados. Eles exploram em diversos momentos o pop rock anos 90 enquanto ainda parecem estar imersos no funk anos 70 e no rock alternativo do início dos anos 2000.

Eles começaram a carreira ainda quando eram bem jovens, por volta de 2014, mas foi apenas sete anos depois que finalmente deram o pontapé inicial que precisavam para se lançarem no mercado fonográfico. O debut é maleável, solto, cheio de balanço e caótico; mas, calma, não no sentido barulhento da coisa.

Madness On Repeat destrincha em pouco mais de quarenta minutos situações cotidianas que todo ser humano passa e vive, expondo e colocando pra fora sentimentos e sensações que por muitas vezes acabam sendo ignorados e se tornando um problema maior lá na frente. As composições de Ruben são muito interessante e o play vale muito a pena em todas as tracks.

A intro “Unsure” conta com synths espaciais a la Depeche Mode e David Bowie, mas o riff de guitarra e a linha funky do baixo te faz acreditar que antes da voz tomar conta da faixa é possível que aquele instrumental tenha sido criado pelos Chili Peppers. “Live Meltdown” é tão groovada por conta das excelentes linhas de bateria e baixo que parece que foi retirada do novo disco do Royal Blood; adicione o vocal estridente e energético de Ruben e o resultado é uma das melhores tracks do projeto.

Darling” volta às raízes funky e groovy da banda mas soa um pouco mais moderna que as anteriores, com uma roupagem a la Two Door Cinema Club, Arcade Fire e até mesmo Foals. Os keyboards também merecem menção nesta track. Muito bem utilizados. “Starfish” é quase um cover de Liam Gallagher que não agrada alguém além dos fãs viúvos do Oasis, mas “Prayer For Sadness” é uma grande canção punk cheia de balanço a lá Iggy Pop em sua carreira solo… se ele antes de produzir as canções estivesse escutado muito Hendrix, Who e Stones. Que linha fantástica de guitarra.

Tell Me Why” volta a soar muito similar ao que o Red Hot Chili Peppers fez nos seus discos mais recentes com Josh Klinghoffer na guitarra, I’m With You e The Getaway, mas possui elementos que podem te lembrar até mesmo nomes brasileiros como O’Rappa e Jorge Ben Jor. Ótima faixa. Sonzeira do primeiro ao último segundo.

Cold Shoulder” funciona quase como um shoegaze como o início da carreira do Turnover mas explode em um refrão que poderia facilmente ter sido abençoado pelo Young the Giant. “Give It Up“, a mais experimental do disco, é quase uma homenagem a The Stooges com pitadas de Green Day, Offspring e Sum 41. “Hernia” encerra o trabalho com leveza e sutileza, apresentando um balanço a la a regravação de “Oba, Lá Vem Ela” pelo Charlie Brown Jr., com um timbre um pouco mais agudo de Chorão que ganha espaço por conta dos synths de background.

O primeiro disco da The Chris Ruben Band é uma viagem entre estilos, algo muito comum de se ver no processo criativo de bandas alternativas na atualidade. Eles dizem que o próprio som pode ser definido como algo entre o funk psicodélico e o rock, mas a verdade é que o sexteto tem potencial para explorar muito mais do que apenas dois estilos; e, quando o fazem, o resultado é surpreendentemente positivo, ainda que soe apenas como grandes músicos fazendo canções apenas para se divertirem, sem preocupações em soarem os mais comerciais possíveis para se renderem às fórmulas da indústria.

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Islands, de Sofia Dragt (EP)
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(Foto: Divulgação/Reprodução)

Sofia Dragt possui muita bagagem como artista, mas nem tudo acerca de seu trabalho diz respeito apenas às suas experiências como cantora. A holandesa, que também é produtora, possui um timbre de voz palatável a diversos tipos de público, mas sua carreira não se trata apenas sobre música: Sofia é uma apaixonada por arte, incluindo cinema europeu.

Seu single de maior sucesso, “Come Home“, de 2020, possui mais de um milhão de plays no Spotify e foi parte da soundtrack da série documental “HET WAD”, transmitida na televisão holandesa entre abril e maio do mesmo ano. O trabalho mostra parte da natureza no país e principalmente desbrava algumas ilhas não tão conhecidas do território holandês.

Compositora, já foi responsável por diversos projetos originais de filmes e séries na Europa ao lado de renomados diretores e produtores. Agora, acaba de lançar seu novo EP, Islands, que chegou às plataformas há algumas semanas.

A sonoridade das quatro tracks presentes no projeto pode facilmente ser assimilada a trabalhos folk e indies de Florence Welch e Birdy, assim como também funciona quando conectada à inspirações e referências de Bon Iver e canções acústicas de Of Monsters and Men e Mumford & Sons. Contudo, Sofia explora muito bem a pós produção de suas músicas, inserindo elementos eletrônicos no background de forma muito sutil e que dão uma roupagem moderna para um estilo que existe há tantas e tantas décadas.

Não é como se Dragt aproveitasse a onda viral do gênero por conta do sucesso estratosférico dos discos mais recentes de Taylor Swift, por exemplo. Ela possui identidade e está trilhando os próprios caminhos há muitos anos. Isso fica claro já na introdução do EP, “Old Boat“, uma balada melódica e melancólica que explora muito bem a voz da protagonista deste espetáculo originado diretamente dos Países Baixos.

Underwater” e “Another One” são lineares e não possuem um grande clímax, mas são esteticamente extraordinárias. É perceptível aqui que Sofia cria a própria arte sempre na intenção de entregar algo muito além de apenas sonoridades. É importante se atentar neste trabalho também às composições da artista, que de forma majoritária abordam temas como os lugares onde a artista vive e para onde ela viaja. Segundo Dragt, uma de suas atividades favoritas de sua vida é viajar sozinha. E este fato se justifica com muita facilidade após se dar o play neste EP.

O maior destaque, no entanto, é “Out Of Town“, uma faixa cheia de charme e sensualidade que também explora elementos e sonoridades do jazz norte-americano. Não se assuste se em algum momento da audição você perceber similaridades com algumas tracks da nossa queria e amada Bossa Nova, inclusive. Excelente encerramento e um dos maiores manifestos da carreira da holandesa, certamente.

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You Let Go, de Cooper Waye (EP)
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(Foto: Divulgação/Reprodução)

O canadense Cooper Waye possui apenas 19 anos, mas já conquistou números grandiosos nas plataformas de streaming; só na maior cidade do Brasil, por exemplo, são centenas de ouvintes mensais no Spotify. Não a toa o rapper, cantor e produtor de Urban Contemporary, R&B e Pop aparenta querer criar arte para grandes massas e públicos, principalmente os residentes de grandes metrópoles que sempre estão correndo contra o tempo.

Waye vem do Canadá, assim como recentes artistas que também foram descobertos ainda muito novos. É atuando com fórmulas parecidas que o artista quer seguir o histórico de seus conterrâneos e transformar o seu maior sonho em realização. Com uma carreira recém iniciada e o EP You Let Go, Cooper sabe o que quer, ainda que escreva canções que majoritariamente falem sobre relacionamentos amorosos e a vontade jovial de se sentir vivo estando inserido em um lugar.

As faixas “You”, “Let Go” e “</3” abordam temas que falam majoritariamente sobre amores e paixões, mas há algo neste projeto que coloca o canadense como um dos pontos mais brilhantes do radar da indústria fonográfica em um futuro próximo. Extremamente bem produzido, o EP parece contar uma história e harmoniza as três canções como uma espécie de quebra-cabeças, que por mais que seja melhor se visto de cima, completo e em conjunto, também funciona perfeitamente como peças visíveis e individuais.

A sonoridade é similar aos hits mais pop de Drake e até mesmo os trabalhos iniciais de Bryson Tiller, que entregam um balanço cheio de groove ainda que predominantemente explore as tendências do urban trap. As faixas colaborativas entre os dois consagrados artistas, inclusive, poderiam ter contado com um feat de Cooper. Já pensou?

You Let Go é um dos EPs mais bem produzidos do ano por um artista underground da América do Norte. Para este projeto, o natural de Ontario contou com a colaboração do amigo e produtor Josh Rey. O duo também lançou mais dois singles em 2021, “Body Language“, que se distancia da fórmula pop radiofônica e mira versos mais rimados do rap, e a ótima “Running“, canção instigante e cheia de sensualidade que conta com um beat bem grave e marcado inspirado pelos hits reggaeton latinos que fazem muito sucesso em territórios norte-americanos (Cooper até arrisca alguns versos em espanhol que funcionam muito bem e até dão um charme a mais a canção). “Drip or Drown“, primeiro single do cantor, possui similaridades com as primeiras mixtapes nas plataformas do rapper estadunidense Jack Harlow.

O caminho para Waye pode até ser difícil, mas o fato é que o artista sabe o que quer e acredita no próprio potencial, que já o leva a diversas partes do globo através da internet mas que, muito em breve, com certeza tornará em realidade o projeto de sua vida: fazer música para grandes massas. Vale o play, tá?

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1-800-Not-The1, de Alex Oren (EP)
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(Foto: Divulgação/Reprodução)

Não há nada mais moderno e roupado pela geração Z do que sonoridades R&B e Urban que harmonizam-se de forma sutil a elementos do pop mainstream. Essa é uma boa definição do norte-americano Alex Oren, de apenas 21 anos.

O músico, que vai muito além de MC e vocalista, também é um entusiasta da guitarra, do violão e de instrumentos de corda num geral, algo que o torna automaticamente um artista que possui um leque maior de opções durante seu processo criativo. Nativo de St. Louis, cidade próxima Illinois mas que ainda faz parte do território do estado do Missouri, nos Estados Unidos, Alex possui muitos recursos para se tornar uma das maiores promessas do futuro do Urban pop estadunidense.

Oren, que acaba de lançar seu novo EP com sete faixas, 1800-NOT-THE1, possui boas métricas nas rimas mas chama muito mais atenção quando parte para versos cantados, abrindo espaço para os momentos melódicos de suas tracks se agigantarem. Fica claro neste trabalho, inclusive, como os trabalhos de Post Malone inspiram Alex, já que aqui há muita semelhança na fonética da voz do artista no término de algumas palavras e versos da mesma forma que Austin fez em seus dois primeiros discos.

Com menos de vinte minutos de duração, o mais recente EP do estadunidense parece ser uma ótima guinada na carreira de um jovem em ascensão na indústria, assim como ocorreu com os artistas do coletivo de Omaha há alguns anos, como o duo Jack & Jack e até mesmo os californianos do Emblem3. Contudo, ainda que Alex possua tendências para explorar o pop com maior facilidade também entrega versos que funcionam muito bem em beats inspirados pelas tendências do trap, algo entre BLACKBEAR – principalmente no início da carreira e no projeto paralelo com o produtor Mike Posner, mansionz – e SK8.

A produção do EP, principalmente no que se diz respeito a mixagem e masterização é pontual. A única faixa que destoa do resto do trabalho é “Y Am I“, que felizmente não tira desqualifica o trabalho como um todo; ela está longe de ser ruim, pelo contrário, mas não se justifica tanto quanto suas sucessoras.

Next B*tch” poderia facilmente ser uma canção de deadroses de blackbear e “Miss U” demonstra todo o talento de Oren como vocalista, com versos acelerados e melódicos que se encaixam perfeitamente no beat trap pegajoso. Contudo, os maiores brilhos do projeto são a música que nomeia este conjunto de sete faixas, “1800-NOT-THE1“, e “Thank U 4 the Ride“. As duas possuem bons riffs de guitarra de background e boas linhas de keyboards/synths. “Monday Dec 14th” é charmosa, romântica e veraneia, perfeita para um amor de verão que se descobre através de experiências intensas (atenção à voz e violão após o segundo verso a la Bearface e Ryan Beatty, responsáveis pelos versos mais melódicos do BROCKHAMPTON). A canção, inclusive, já possui milhares de plays no Spotify e é uma das mais adoradas pelo público.

As três faixas soam como se tivessem sido inspiradas em todos os artistas já citados acima, mas com elementos retirados diretamente de tracks de mixtapes e demos mais cruas de Bryson Tiller, por exemplo. O remix de “Nice 2 Meet U” segue a mesma linha e finaliza o EP deixando uma boa impressão, ainda que demonstre e expresse uma faceta mais eletrônica de Alex, tanto quanto performer quanto como produtor. O verso feminino foi muito bem explorado na track, inclusive.

Alex Oren é um nome promissor do urban contemporary e R&B moderno, mas também tem muito potencial se quiser seguir os caminhos do pop. O artista, que é rapper, produtor, editor e também guitarrista parece se sentir confortável atuando em diversos tipos de sonoridade, ainda que tenha preferência pelos estilos originados da cultura hip hop. Com milhares de seguidores e plays nas plataformas digitais – centenas destes aqui em São Paulo, aliás -, o jovem e talentoso estadunidense parece estar seguindo os caminhos certos rumo ao estrelato.

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O EP já está disponível em todas as plataformas digitais e você pode ouvi-lo aqui.

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