Além de Beggin’: 10 tracks do Måneskin que merecem seu play

Nem só de canções virais nas redes vivem os italianos do Måneskin, um dos nomes mais interessantes do hard rock nos últimos anos

Sensação mundial, a Maneskin, banda italiana composta por Damiano David (voz),
Victoria De Angelis (baixo), Thomas Raggi (guitarra) e Ethan Torchio (bateria) se encontra sonoramente no hard rock, enquanto passeia pelo blues e flerta com outros gêneros como funk rock, alt rock e pop em música com apelo mainstream que chamaram a atenção do público e da Sony Music, lhes garantindo um contrato após a participação bem-sucedida na décima primeira temporada da versão italiana do The X Factor, programa de fama mundial que já revelou nomes como One Direction, Little Mix, Fifth Harmony, Olly Murs e Leona Lewis.

O curto caminho trilhado pelos quatro jovens os levou até a final do programa
Eurovision 2021, onde se tornaram vencedores alcançando fama internacional, isso
também os consagrou como os primeiros artistas italianos a ocuparem o primeiro lugar no Spotify com o single “Beggin’”, a faixa é uma versão do grupo Four Seasons, mas nem só de versões vive a banda. A seguir listamos 10 músicas que você precisa ouvir que são excelentes e mostram todo o potencial que os jovens possuem:

Maneskin


Todas as composições costumam ter um balanço e um groove que embalam o ouvinte durante a experiência; esse é o caso de “Chosen“, “Vengo Della Luna” e “Lasciami Stare“, essa última com trabalho de guitarra solo bem funkeado acompanhado dos graves do baixo que são presença marcante, assim como na ótima “Morirò da Re“.

Sh*t Blvd” é um som mais tranquilo que flerta com o pop e R&B semi-acústico numa abordagem mais dançante com um bom dedilhado, guitarras a la Nile Rodgers e linhas vocais que remetem à trabalhos do britânico Ed Sheeran, enquanto “New Song” e a maravilhosa “I Wanna Be Your Slave” relembram sonoramente certos trabalhos mais crus dos Arctic Monkeys nos seus primeiros anos de carreira, com riffs e melodias interessantes e acessíveis, misturando o indie à certas influências do pop-alternativo e post-punk inglês e um solo de guitarra de derreter qualquer amplificador.


Em “Close To The Top” o grupo ousa numa das faixas mais diferentes de sua discografia. Mais voltada para o hard rock (com grande apelo comercial), a introdução de bateria remete à “Crazy Train” (de Ozzy Osbourne), mesclada às bases de guitarra com uma roupagem a la Bon Jovi e outras bandas do gênero que lideraram as paradas principalmente na década de 80. Os solos trazem frescor ao utilizarem efeitos wah-wah, assim como John Frusciante muitas vezes o fez em tracks do Red Hot Chili Peppers e como Tom Morello normalmente utiliza em suas linhas no Rage Against The Machine ou no Audioslave.

Por falar no supergrupo do falecido Chris Cornell e companhia, “Zitti e Buoni” é uma composição pesada, com riffs interessantes, um rock típico do novo
milênio que poderia ter sido lançado pelo Audioslave em qualquer um dos álbuns de sua discografia: Audioslave (2002), Out of Exile (2005) ou Revelations (2006).


Assim como as previamente citadas, “Lividi Sui Gomiti” é um hard rock com riff matador e com influências do blues norte-americano e faz parte do último disco de estúdio do Maneskin, Teatro D’ira – Vol. I (2021), que tem uma sonoridade muitos mais agressiva do que seus antecessores e foca muito mais nas vertentes do rock do que no pop.


O Maneskin tem um catálogo de canções versáteis e cativantes em sua discografia, que mostra que o grupo não está para brincadeira e vai continuar a arrastar quem quer que esteja em seu caminho. Aproveite, e permita-se embarcar muito mais jornada dos italianos, que embora muito explosiva e veloz, parece estar apenas começando.

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