MUST LISTEN: +10 trabalhos que merecem seu play em outubro

Em mais uma edição do querido e adorado MUST LISTEN, selecionamos dez trabalhos de artistas independentes que deveriam ter sua atenção

Do reggaeton ao jazz, da Argentina à Nova Zelândia, o que não falta no ROCKNBOLD é indicação de música boa. Nesta nova lista selecionamos dez projetos que definitivamente deveriam ter sua atenção neste mês.

Confira abaixo a lista de selecionados e não esqueça de nos seguir no Spotify para não perder nenhuma novidade, tá?

Unlocked, de Nicky Moran

Nicky Moran é uma cantora e compositora da Nova Zelândia que tem percorrido um caminho na música desde os seus 30 anos. Após um tempo inerte devido a problemas de saúde, ela aprendeu a tocar piano e ao percorrer um longo caminho em direção à recuperação acabou encontrando inspiração divina em Jesus, descobrindo “sua verdadeira voz de coração”.

Durante os últimos seis anos, Nicky dedicou-se a fazer apresentações em diversas prisões e centros de reclusão da Nova Zelândia, levando a música gospel, palavras de salvação e redenção, chegando a concluir mais de 400 apresentações no interior, até ser interrompida pela pandemia. Durante o período de lockdown, a cantora e compositora trabalhou no material de Unlocked (seu décimo álbum de estúdio lançado em setembro de 2021), que contém temas cristãos de louvor, redenção e adoração numa combinação de sons inspirados nas décadas de 70 e 80, com influências de Pop, Americana, Country, Folk, Blues, Rock, Soul, Disco e até mesmo baladas orquestrais.


O single “Gonna Turn” é um blues com pegada Southern onde a voz da cantora remete à vocalista Elin Larsson e certos trabalhos do grupo sueco Blues Pills. A track abre o disco com a contemplação e reflexão causadas pelos eventos relacionados à pandemia, tendo sido apresentado pela primeira vez nas finais do 40º MLT Song Writing Award em junho de 2021. O country e o blues são majoritariamente os gêneros que ditam a obra como nas músicas “Wake Up Our Hearts” (remetendo a faixas de Sheryl Crow e Shania Twain) e “Psalm 24” (country raiz com ênfase na gaita) enquanto “Jesus Our Reality” flerta com a música latina, guitarra flamenca e até um pouco do forró e da música nordestina do nosso país.


Holy Is The Name” é a melhor composição do álbum, a música tem uma vibe bem bluesy do pop rock dos anos setenta mesclada ao groove do baixo e das guitarras do soul e da disco music adicionados aos coros de igreja e à música negra com uma pitada do blues em seus solos de guitarra. “Here And Now” é um pop rock de melodia cativante com influência do folk e até mesmo do hip-hop, violões e sintetizadores acompanham um efeito de rádio/megafone na voz. A trinca das melhoras faixas se encerra com “Faith Come Alive” que mergulha de cabeça no rock e nas influências psicodélicas dos Beatles.

Os violões, dedilhados, harmônicos, linhas de guitarras slide e piano são a base para grande parte da trilha sonora em “Your Promises Are For Me”, “Rise Up My Soul”, “Seated”, “Better Than Life Itself”, “All Glory For You” e “The Key”. Em “In Victory We Dance” e “Drawing Near” Nicky remete às vozes de Alanis Morissette e Norah Jones, além de adicionar um groove maneiro de teclas como alguns trabalhos de Ray Manzarek no Doors.


Nicky Moran traz um trabalho diversificado e representativo, que nos encoraja numa jornada significativa de esperança e conhecimento espiritual sem que o estereótipo religioso interfira na experiência sonora. Aproveite!

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Distopian Days, de Eddie Cohn
Eddie Cohn

Diretamente de Los Angeles, Eddie Cohn é um artista versátil: atua como professor de yoga, podcaster, autor, músico e DJ, e busca através de suas atividades conectar-se com as pessoas da forma mais humana possível. Após décadas produzindo material e trabalhando com música, Eddie chega com seu mais recente trabalho Dystopian Days (2021), numa mistura de música eletrônica, synth-pop, grunge, industrial e rock alternativo da década de 90.


O álbum possui 9 faixas com duração total de aproximadamente 31 minutos, o que faz com que o ouvinte não se disperse e mantenha seu foco em cada uma das composições sem que seja necessário empregar muito esforço. Com inspiração na atualidade, Cohn busca tratar em suas músicas temas sensíveis do cotidiano muitas vezes distópico dos Estados Unidos, citando desde a insanidade pandêmica causada pela Covid-19 até movimentos político-sociais como o caso das manifestações por conta do falecimento de George Floyd, que sofreu abuso de força das autoridades de Minneapolis.


O processo de composição do multi-instrumentista se dá a partir da criação de algum loop de beat, seguido por linhas de baixo e sintetizadores, passando por melodia e letra. A voz do artista conta com certas características que remetem as tonalidades do irlandês Bono (U2) e vibratos de Eddie Vedder (Pearl Jam) em seus momentos mais agudos, além de diversas linhas vocais adicionais que ajudam na ambientação sonora de faixas como “Broken Pieces”, “Be The Flame”, “Runaway” e “Kill Silently”.


Underwater” conta com violinos que acompanham o timbre agudo a la Vedder quando canta e foca nos vibratos. Em “Freedom”, o músico cita em um de seus versos que o “pior lado é o lado de fora”, fazendo também alusão à pandemia enquanto mostra a agressividade da polarização política entre lados opostos.

O videoclipe de “Animals” (lançada previamente como single) mostra um final de tarde ensolarado numa Los Angeles mais urbana e problemática. Uma sonoridade que apimenta a composição são as linhas de violinos e violoncelo, tornando a faixa uma das mais marcantes da obra numa vibe de abertura de seriados como House, M.D. (2004). “What Do You Want From Me” possui uma melodia cativante e baixo marcante assim como “Dystopian Days” que lembra trabalhos “lado B” do U2.


Sonoramente, Dystopian Days é homogêneo dentro da proposta que apresenta, uma obra única que tem como raízes os itens citados acima marcando presença em praticamente todas as canções sem que se torne repetitivo.

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Mr Shane, de Shaney Poo
Shaney Poo | Spotify - Listen Free

Apelidado como Shaney Poo enquanto ainda era um bebê, o artista, produtor e performer haitiano-americano nascido em Boston, MA, faz música baseada em suas experiências de vida e sua imaginação. Por ter crescido em bairros menos favorecidos de Boston, Shane dava festas em casa para conseguir dinheiro com os amigos mas percebeu logo cedo que a vida possui muitos altos e baixos ao longo do caminho. Dessa forma, optou por trilhar seu caminho na música. Em 2015, ele começou a B.L.A.C Pop Music, uma sigla para “Becuz Love Always Conquers“, uma marca e filosofia criativa num coletivo musical único que tem crescido a cada dia, enquanto simultaneamente apostou em sua carreira solo que combina gêneros do hip-hop, R&B, rap, Afrobeat, Dancehall e até mesmo do pop com pitadas de jazz.


Com texturas sonoras latinas com vibe de pool party/lounge caribenho, Mr Shane (2020), é um álbum curto, com pouco mais de 22 minutos de duração que mistura as influências do artista e entrega um trabalho interessante e com apelo comercial mundial. Em “Dream House”, “Pretty Brown Eyes” e “Goldmine”, Shane aposta em composições com influência também do reggaeton remetendo à trabalhos de Shaggy (do superhit “Boombastic”, 1995), Sean Paul, o contemporâneo Maluma e até mesmo algumas tracks do Akon e as produções de J. Balvin.

Na faixa “Back Then Back When”, Shane aposta numa sonoridade mais voltada ao R&B e rap norte-americano, com participação da cantora Zakiyyah que entrega uma voz suave, porém com agudos extremamente potentes enquanto em “Spring Summer Fall”, o artista aposta no trunfo das rimas do rap mescladas ao saxofone remetendo à alguns trabalhos com influência do jazz.

Vale a pena conferir o disco na íntegra antes de adicionar suas tracks favoritas à sua playlist do momento.

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Cross a la Mandíbula, de El Italiano

El Italiano

Alejandro Giannini, conhecido também como El Italiano é um cantor, compositor e produtor nascido em Buenos Aires, Argentina, que após formar a banda Pampa mudou-se para a Itália. Neto de um renomado compositor do tango argentino, El Italiano nos apresenta o álbum Cross a La Mandíbula (2021), contendo os singles “El Mito”, “La Primavera” e “La Reputación”, lançados previamente no mesmo ano.

Com sonoridade tipicamente latina, o artista mescla o tango e suas raízes ao urban pop, adicionando modernidade ao tradicional gênero musical e patrimônio cultural da Argentina.


Agrupado num álbum conceitual, o trabalho aborda o imaginário de Buenos Aires e toda a sua pluralidade cultural sonora e literária sem perder-se na nostalgia ou em obras clássicas. Transitando por diversas fases, o disco constrói um mito num processo frágil e reflexivo, de sofrimento, vingança até a consagração de sua redenção, numa obra que cresce à medida que a produção musical foca em complementos de teclas, sintetizadores, violinos e instrumentos clássicos e orquestrais nas faixas “El Campeón Jacinto Chiclana”, “Toro”, “El Pecado” e “Redención” (track instrumental que encerra o trabalho do músico).

A voz transparece todo o calor latino em sua forma de expressão e remete à ícones do pop Ricky Martin e Enrique Iglesias, onde o idioma domina e apimenta cada canção e prende até mesmo o ouvinte que não está adaptado ao Espanhol, numa obra coesa e diversificada, que foge do comum e do mainstream da nova década.

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Chaotic Brain, de Bryn Jahna (EP)

Bryn Jahna é uma jovem artista dona de uma voz suave, mas impactante. Com nuances diferentes, ela é capaz de hipnotizar sonoramente os ouvidos dos menos atentos.


Seu mais recente lançamento, o EP Chaotic Brain (2021), contém 6 faixas com duração total em torno de 18 minutos. Numa mistura de indie, rock, folk e pitadas de música
alternativa e psicodélica, Bryn adiciona vocais angelicais e harmoniosos à sussurros em praticamente todas as tracks, lembrando em muitas vezes as vozes de Amy Lee.


The Garden”, “Father”, “Bone Structure” e “Sleep Projections” tem o mesmo DNA: dedilhados, e timbres agudos numa vibe meio etérea, já “Chaotic Brain” adiciona o peso de drives e guitarras distorcidas enquanto “My Name”, por sua vez, possui certa psicodelia, item que não é tão presente nas outras composições.

Embora aparente ser muito nova, a artista é promissora e possivelmente entrará no radar dos ouvintes logo.

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East of It All, do HereToFore (EP)

Justin Jay é a voz e mente criativa através das composições do HereToFore, banda que busca em sua sonoridade transparecer uma música honesta e original que se mistura numa densidade de gêneros atingindo uma linguagem musical universal. Com alguns trabalhos lançados previamente, a HereToFore apostou num novo lançamento, East Of It All (EP que fez sua estreia em agosto de 2021).


Justin, que atualmente vive no Oregon, EUA, busca uma sonoridade orgânica e crua em suas músicas, as canções têm uma vibe ao vivo, com ênfase em timbres mais voltados para o acústico, numa mistura de folk, americana, country e Southern rock que causam um impacto no ouvinte e uma sensação do cotidiano de uma vida longe dos grandes centros urbanos.

As tracks “Dot The I’s”, “One Car” e “Never Enough” lembram faixas mais amenas do Allman Brothers e Lynyrd Skynyrd enquanto “Yesterday’s Mind” e “Next In Line” soam como os grandes clássicos de James Taylor, Bob Dylan e Bruce Springsteen, passando por artistas mais novos como Chris Stapleton, The Lumineers e até mesmo algumas músicas do Mumford & Sons ou Edward Sharpe & The Magnetic Zeros. Com pouco mais de 25 minutos de duração, as cinco faixas do EP servem como uma trilha sonora tranquila para embalar uma road trip aos fins de semana, servindo como artefato de fuga para aqueles que necessitam de um momento de calmaria.

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Funk Right Off (Major C), de Miles Grindey (Single)
Miles Grindey

Miles Grindey é um músico e compositor de South Hampshire, Reino Unido que desenvolveu um interesse pela guitarra enquanto estudava na universidade de Brighton, o que o conduziu a juntar-se brevemente ao grupo The Bones And Arrows, chegando a lançar um EP com a banda em 2016. No ano seguinte, Miles decidiu seguir carreira solo, compondo e produzindo música e até chegou a morar em Atlanta, nos EUA durante 2018. Ao retornar para o Reino Unido em 2019, o músico se tornou uma figura conhecida na cena musical de Southampton, e colaborou com diversos artistas como Liam Wakefield, Cam Lynn, David Martin, Reg Kent e Tim T.


Durante o período de lockdown o artista continuou trabalhando em novo material, e sua mais recente composição “Funk Right Off (Major C)” chegou às plataformas digitais e apps de música em setembro de 2021.

O single instrumental mescla elementos do funk e soul dos anos 70, do rock e easy listening dos anos 80, além de influências do jazz recheado de trompetes, sintetizadores e do groove do baixo e das guitarras numa track deliciosa de ouvir!

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Happy Place, de Pattern Pusher (Single)

Diretamente do sudoeste do Reino Unido, Pattern Pusher é um trio com influências do funk, soul e pop retro, formado por Alex Johnstone nas teclas e vocais, Benny G no baixo e Benny C na bateria. Com músicas alegres e dançantes, a banda conquistou uma base leal de fãs apresentando um som clássico e não convencional, chamando atenção da mídia especializada e recebendo elogios da BBC Radio 6, participando também de diversos festivais.

Antes do lockdown causado pela pandemia, os três jovens rapazes haviam ganhado a competição Glastonbury Pilton Party (julgada por Michael Eavis) que os levou a tocar para um público de mais de 8000 pessoas, apoiando bandas como Supergrass e Wolf Alice.

Com aproximadamente 2.000 ouvintes mensais somente em sua conta verificada no Spotify, o Pattern Pusher tem diversos singles dançantes e enérgicos com influências dos grandes nomes do funk-soul-R&B mesclados aos contemporâneos trabalhos pop de nomes influentes do mainstream como Jungle, Mark Ronson, The Weeknd, Bruno Mars, Anderson .Paak e Silk Sonic, o que é o caso de seu último lançamento, “Happy Place” (setembro de 2021).

Com um groove marcante das linhas de baixo, bateria e guitarras funkeadas adicionadas à sintetizadores e linhas de teclas suaves, o trio convida você a se juntar ao “Clube do Sorriso” e curtir o que há de melhor na vida: viver e aproveitar cada segundo desse tempo!


Pattern Pusher vem trilhando seu caminho ao estrelato desde 2018 com um material cativante! Não perca esses caras de vista e continue apreciando seus lançamentos.

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Fame Falls Away, de Brendan Lane (Single)
Brendan Lane

Brendan Lane cresceu num ambiente musical: com um pai músico de jazz e uma coleção de discos quando era criança, o artista descobriu o rock n’ roll ainda antes da pré-adolescência. Com um propósito simples e bem definido, o músico perseguiu um sonho que o levou à mais de três continentes diferentes, viajando ao redor do mundo acompanhado por vários performers, aprimorando suas habilidades e compreendendo o que de fato significa ser um artista.


Com sua banda, Brendan Lane And The Sugar Packets, o guitarrista e compositor viajou de Massachusetts ao Texas conquistando um público ainda maior ao comunicar sua paixão pela música, o que só reforçou o desejo de Lane de poder tocar o máximo possível. Durante o período de lockdown, o músico lançou diversos singles e EPs, incluindo “Sweet Tooth”, um rock n’ roll com pegada setentista que remete à agressividade da banda Jet no clássico contemporâneo “Are You Gonna Be My Girl” (2003).


Com uma variedade de temas, suas composições transcendem emoções confortáveis e felizes com certa nostalgia e exaltação. Em outubro de 2021, Lane lançou o single “Fame Falls Away”, com participação de QuesMark, uma track cheia de groove e guitarras amenas, influenciadas pelos maiores nomes do blues em suas partes melódicas que flerta com o rap falado, linhas de metais e percussões além de uma voz agradável acompanhada por backing vocals que remetem a certos trabalhos de Dave Matthews Band. O trabalho do artista num todo é imperdível!

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Waiting For An Answer, de Sun Affair (Single)
Sun Affair

Sun Affair é um projeto de atmosfera alegre do compositor australiano Wesley Stormer. Inspirado no calor e nostalgia do rock, soul e R&B dos anos 70, o projeto tem como característica composições animadas e cativantes, no maior estilo Elton John em “Don’t Go Breaking My Heart” (1975).


Em uma faixa que inicia com piano, “Waiting For An Answer” tem parceria com Blake Dantier (voz conhecida do country contemporâneo), detentor de um timbre quente que remete desde Marvin Gaye à James Morrison (do hit “You Give Me Something”, 2006) com uma pitadinha de Rod Stewart. O single que tem como característica a roupagem setentista veraneia começa com um piano acompanhado por uma seção rítmica amena que vai crescendo ao desenrolar da canção.

As linhas de metais, adicionam grandeza e mandam saudações aos grandes nomes da era Motown, enquanto as linhas de backing vocals fazem harmonizações suaves. As linhas de guitarra também brilham e adicionam sensações inesperadas quando iniciam um solo melódico com certos aspectos do blues e um timbre marcante como o de Eric Johnson em “Cliffs Of Dover” (1990), porém sem a mesma intensidade e agressividade que a faixa do guitarrista possui.

Tudo está em seu devido lugar nessa composição que foi bem pensada, produzida, gravada e mixada com maestria. Não perca tempo e aproveite a atmosfera deliciosa dessa track o quantos antes!

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