ROCKNBOLD pelo mundo #1 – Deutsch

ROCKNBOLD pelo mundo #1 - Deutsch
Photos by S. Bollmann, Manfred Werner, FKP Scorpio and Harald Krichel. CC

Viajar nunca foi fácil. São tantas burocracias e despesas que muita gente acaba desistindo (ou sendo forçado a desistir) da viagem dos sonhos no meio do planejamento. Com a pandemia da Covid-19 e restrições trazidas por ela, tudo ficou ainda pior. Mas nada tema, caro Rocknbolder, porque a partir de hoje, o RNB vai te levar para vários cantos do mundo! E a melhor parte disso tudo é: você só precisa de seus fones de ouvido para embarcar nessa aventura com a gente. Começa aqui a série “ROCKNBOLD pelo mundo”.

A cada mês, 5 bandas que falem um mesmo idioma serão apresentadas a você. Hoje, nos teletransportamos para a Alemanha e a Áustria, onde uma das cenas musicais mais empolgantes para quem curte música alternativa, punk rock, e pop está a espera. Lass uns anfangen?

AnnenMayKantereit

Antes de qualquer coisa, por favor, doe 40 segundos do seu tempo para o início deste vídeo:

“Wohin Du Gehst” – AnnenMayKantereit

Vocais surpreendentes, não é mesmo? O dono da voz rouca é o barítono Henning May, que é acompanhado na melodia por Christopher Annen (guitarra) e Severin Kantereit (bateria). O nome do trio vem da junção dos sobrenomes de seus membros que, em algumas ocasiões, recebem também o músico Malte Huck como baixista temporário.

Começamos o “ROCKNBOLD pelo mundo” com o pé direito, falando de AnnenMayKantereit, banda originária da Colônia, na Alemanha. O projeto se formou em 2011, quando Annen, May, e Kantereit estudavam juntos. Liricamente falando, as melhores composições do grupo são em alemão, o que é de se esperar. Mesmo com barreiras linguísticas, no entanto, eles já se arriscaram a criar faixas em inglês, italiano, espanhol, e até em russo.

Wohin Du Gehst” (“Onde Você Vai”) foi a primeira canção do grupo a ter sucesso. Ela foi a responsável por tirar o AMK das ruas movimentadas de sua cidade natal, e levá-los direto para os palcos dos principais festivais de música alemães.

Na mesma época, eles lançaram também “Pocahontas“. O single estourou nas rádios locais, e, até hoje, é provavelmente a música mais conhecida do grupo.

A discografia de AnnenMayKantereit é impecável; e isso se deve à constante evolução e amadurecimendo ocorridos em sua sonoridade, desde o disco de estreia. A confiança cada vez maior em experimentar novos elementos e não se limitar a um único gênero musical também contribui bastante para este feito. Os grandes atrativos do trio são suas letras vulneráveis e diretas ao ponto, guitarra ou violão sempre bem marcado e, claro, a voz de Henning, que é sempre bastante celebrada pelas melodias que a acompanham.

AnnenMayKantereit também é muito conhecido por seus covers. Um dos mais queridos pelos fãs é o da faixa “Roxanne“, que fizeram em parceria com o duo, também alemão, Milky Chance:

Você também precisa ouvir: Es geht mir gut“, “Spätsommerregen“, “Hinter klugen Sätzen“, e “Barfuß am Klavier.

Von Wegen Lisbeth

Essa banda é para quem adora música alternativa! Ouvindo pela primeira vez, você pode até achar que Von Wegen Lisbeth é britânico, de tão influenciado pelo indie inglês que o som dos caras é. Na estética dos clipes, a referência também é percebida:

“Meine Kneipe” – Von Wegen Lisbeth

O diferencial fica por conta dos diversos instrumentos inusitados que Matthias Rhode (vocais), Julian Hölting (baixo), Robert Tischer (sintetizador), Dominik Zschäbit (guitarra) e Julian Zschäbitz (bateria) incluem em suas composições. Além de seus instrumentos-base, os membros do VWL costumam tocar também tambor de aço e um “glockenspiel” (instrumento parecido com um xilofone) em suas faixas.

Outro fator que faz a banda merecer um lugar especial nesta lista (e na sua playlist) são as letras bastante irreverentes. Elas geralmente narram coisas que aconteceram com o frontman, ou que alguém contou a ele. Um exemplo acontece na música “Meine Kneipe“, onde o vocalista insiste de forma bastante engraçada que seu ex-affair pode fazer qualquer coisa, com quem quiser, e ir em qualquer lugar… menos no bar (“Kneipe“) que ele frequenta.

A irreverência, inclusive, já começa pelo nome da banda. É que “von wegen” pode ter várias traduções diferentes dependendo do contexto. Segundo o vocalista do quinteto, o nome foi escolhido de forma aleatória. Em entrevista, ele afirmou que “queriam um nome que não significasse nada“.

Você também precisa ouvir: “Wenn du tanzt“, “Momo“, “Bitch” e “Sushi“.

Bilderbuch

Fazendo uma rápida escala na Áustria, encontramos nossa próxima banda: Bilderbuch. O quarteto, composto por Maurice Ernst (nos vocais), Peter Horazdovsky (no baixo), Michael Krammer (na guitarra) e Philipp Scheibl (na bateria) se formou em 2005 e ficou conhecido pela mistura de progressive rock e art pop.

“Maschin” – Bilderbuch

Como Von Wegen Lisbeth, Bilderbuch tende a ir por uma vertente mais cômica em suas músicas. A música acima é um exemplo, já que em sua letra o vocalista convence uma pretendente a se casar com ele.

Bilderbuch também costuma caprichar bastante no visual de seus clipes e ter conceitos muito bem definidos para seus álbuns. Um dos pontos fortes da banda é que sua criatividade parece não ter fim, já foram 6 discos lançados e, em todos eles, uma nova faceta é mostrada.

Um exemplo disso pode ser observado se compararmos seu terceiro álbum de estúdio, “Schick Schock” (2015), e o mais recente “Vernissage My Heart” (2019). Em “Schick Schock“, o grupo investe bastante na mistura de solos de guitarra poderosos com elementos do pop e da eletrônica. Já em “Vernissage My Heart” (2019), o grupo se afasta do pop rock e entra numa fase mais lo-fi com hip-hop, o que cria sons bastante interessantes.

Você também precisa ouvir: “Bungalow“, “Spliff“, “Frisbeee” e “Plansch“.

Madsen

Voltando para a Alemanha, na região de Priesseck, encontramos a banda Madsen. Formado em 2004, o grupo possui quatro integrantes, onde três deles são irmãos: Sebastian Madsen (voz), Johannes Madsen (guitarra), Sascha Madsen (percussão) e Niko Maurer (baixo).

“Die Perfektion” – Madsen

Madsen tem um som um pouco mais pesado, que mistura elementos de pop e indie em uma dose generosa de punk rock. Apesar de ter 8 discos lançados, a banda não costuma sair muito da zona de conforto, nem tentar “fugir da receita de bolo” que tem dado certo até agora.

Seu diferencial está nas letras, que fazem o público se conectar e emocionar por sua sinceridade, e claro, no bom e velho refrão cativante que você não consegue esquecer quando a música acaba. Se você gosta de um punk rock clássico de qualidade, o Madsen é para você.

Você também precisa ouvir: “Kompass“, “Kapitän“, “Lass die Musik an” e “Sirenen“.

Namika

Namika cresceu em Frankfurt, e, no início de sua carreira, usava o pseudônimo Hän Violett. Os avós da cantora são de Nador, na costa do Marrocos. Este fato acaba explicando muitas das escolhas criativas da artista, visto que instrumentos musicais marroquinos tem grande influência e aparecem com frequência em suas criações. Atualmente, ela possui dois discos de estúdio lançados “Nador” (2015) e “Que Walou” (2018).

“Lieblingsmensch” – Namika

A voz de Namika tem um quê de Colbie Caillat, é verdade; porém a versatilidade com que a artista passeia por seu alcance vocal é bastante agradável. O pop da cantora alemã é bem estruturado, recheado de influências orientais e africanas, e tudo isso misturado com letras que seguem a velocidade de um rap (não é a toa que ela é considerada rapper também). Suas misturas melódicas inusitadas tem consolidado seu nome como um dos mais proeminentes na cena alemã atualmente.

Você também precisa ouvir: “Alles was zählt“, “Kompliziert“, “Wenn sie kommen” e “Meine Schuld“.

“Je Ne Parle Pas Français” – Namika

E assim encerramos a primeira edição do ROCKNBOLD pelo mundo, com o single “Je Ne Parle Pas Français“, que traz uma mistura de ritmos e instrumentos bastante rica, principalmente nesta versão, que conta com a participação do rapper Black M. O nome da faixa deixa um certo spoiler no ar, sobre onde o RNB vai parar na semana que vem… Até lá!

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