Quer terminar o mês com chave de ouro e uma seleção de artistas novinhos para encher sua playlists? E o ROCKNBOLD ainda te entrega artistas para todos os gostos! Vem ouvir!
“NÃO ME DEIXE SÓ” de SHFR
É sempre incrível encontrar artistas brasileiros apostando em um som autoral por aqui. E que canção de tirar o fôlego. Não faz tanto o estilo do que eu busco ouvir e trabalhar, que são canções de rock, mas não posso deixar de exaltar que é belíssima a forma como você cria um som sensural e bastante experimental, mesclando riffs, distorções vocais na medida certa, sintetizadores e vocais que trabalham muito bem juntos. É muito legal ver um artista brasileiro demonstrando autenticidade e ousadia criando um tipo de som que estamos mais acostumados a ver gringos experimentando. Gosto bastante da forma como os versos são apresentados em frases curtas, trabalhando em harmonia com o instrumental.
“Drive” de Tone Ranger
Continuo fascinado pela forma como você cria um projeto alternativo, muito criativo e dançante, mesclando batidas, samples e sintetizadores — todos bastante carismáticos e propícios para a dança — com versos bem simples e rígidos. É como mergulhar em uma viagem no tempo através do synthpop. É surpreendente o quão sensorial e imersiva a música soa. O solo de sintetizador me impressionou demais. Talvez seja a música moderna mais ousada e criativa do pop alternativo que ouvi em muito tempo. Sem dúvida, uma sonoridade que demonstra talento e potencial.
“Red City Lights” de Smii
Gosto muito de como esta música soa mais energética, dramática e cativante do que a apresentada anteriormente. Ela traz bons riffs e versos em harmonia, mas também uma construção mais complexa que conduz o ouvinte por altos e baixos, ao mesmo tempo em que flerta com o rock alternativo e alguns elementos nostálgicos do punk. Acredito que a sonoridade é bastante criativa e bem executada, sendo excelente para quem busca rock moderno com atitude.
“Sleepwalking” de Seeing Violet
Gosto muito de como vocês apresentam uma sonoridade densa, mesclando influências de rock alternativo nostálgico com uma boa dose de intensidade moderna. Na metade da música, eu já aguardava o momento em que os versos vocais ganhariam força, intensidade e potência — e esse clímax realmente aconteceu! Aprecio a forma sólida como vocês constroem essa tensão e expectativa no ouvinte, utilizando riffs de guitarra e distorções na medida certa, sem saturar demais o som. Os versos são fortes e expressivos, conferindo grande impacto à música, que ainda conta com um belo solo perto do final. Um trabalho impressionante, muito bem executado e que agrada a quem busca rock moderno.
“You used to like that” de The Bayliner Club
Gosto muito de como vocês apresentam uma sonoridade moderna, envolvente e dançante — uma verdadeira joia para os fãs de rock alternativo. Apreciei bastante os vocais potentes e os versos carismáticos, embora sinta que eles acabam ficando um pouco ofuscados pelo instrumental; acredito que poderiam ter mais força, destaque e protagonismo na música. Ainda assim, é um trabalho muito bem executado, tanto técnica quanto artisticamente, com boas referências e também uma boa dose de autenticidade moderna. Sem dúvida, um trabalho excelente e um deleite para quem busca rock alternativo.