Antes de retornar ao mainstream através de trends em redes sociais, o nu-metal acompanhou o dia a dia do nicho alternativo de forma consistente, mas quase que imperceptível. Dos filmes aos videogames, a mistura característica entre o metal e o hip-hop cresceu e evoluiu ao longo das últimas décadas. Confira as 12 músicas mais marcantes do gênero Nu-Metal.
- Korn – Blind (1994)
O primeiro single do álbum homônimo da banda americana tem uma atmosfera densa e guitarras disruptivas que, junto ao baixo icônico tocado em Slap e os vocais sombrios de Jonathan Davis, criam uma verdadeira sinfonia do Nu metal. Blind não apenas abre o álbum KoRn, mas também traz tudo que o gênero tem a apresentar.
- Deftones – My Own Summer (Shove It) (1997)
Antes mesmo de o Nu metal ser conhecido por tal nomenclatura, o Deftones trouxe em 1997 uma faixa totalmente à frente de seu tempo. A mistura de uma guitarra que num riff imponente guia a música que é complementada pelos “gemidos” melódicos de chino moreno, criam uma atmosfera sombria que se comunica perfeitamente com o projeto visual proposto pela banda no álbum, ‘Around the Fur’.
- Queimando Tudo – Planet Hemp (1997)
Pioneiros do rap rock brasileiro, Planet Hemp nasceu no Rio de Janeiro em 1993. Apesar de terem se separado em 2003, a banda recentemente esteve de volta à ativa desde 2018 e fez seu último show no Rio de Janeiro em dezembro de 2025.
- System Of A Down – Sugar (1998)
Política, controle e capitalismo. Sugar é uma afiada crítica, como de costume da banda Armeno-Americana System of a Down. A vibe de “festa” por trás da música – que até hoje serve como fechamento para os shows da banda – tem uma profundidade crítica sobre o capitalismo, violência e cultura de consumo.
- Slipknot – (SIC) (1999)
“Primeira música” do álbum de lançamento da icônica banda, (SIC) surge como um murro no ouvido inserindo logo de cara a mistura do metal “extremo” e as pickups do DJ. SIC introduz o que viria a se tornar referência e tendência tanto para a banda em si, quanto para inúmeros jovens e projetos ao redor do mundo.
- Limp Bizkit – My Generation (1999)
Não há nada mais hardcore do que não se levar a sério. Com letras cruas e que traduzem sentimentos básicos de revolta, Limp Bizkit dividiu opiniões nos anos 2000, mas ninguém pode apagar a mistura perfeita entre o rock e o hip-hop nas músicas da banda.
- Linkin Park – In The End (2000)
As rimas afiadas de Mike Shinoda e os vocais icônicos de Chester Bennington foram cruciais para definir o rumo do Nu-Metal ao longo dos anos 2000 e marcar uma geração inteira com músicas que envelheceram como vinho. Linkin Park é um dos clássicos indiscutíveis não só do nu-metal, mas do rock como um todo.
- P.O.D. – Youth Of The Nation (2001)
Somando ao movimento cada vez mais crescente na época com foco no “expurgo” dos sentimentos e frustrações de uma geração, Youth Of The Nation trouxe uma camada extra ao gênero adicionando um debate e referências em sua letra sobre problemas coletivos como bullying e violência escolar, abandono parental e a alienação sobre tais pautas.
- Drowning Pool – Bodies (2001)
Uma letra simples que captura a essência caótica de qualquer moshpit, Bodies acompanha a cultura alternativa há mais de 25 anos, seja em filmes ou em vídeos virais do TikTok. Bodies já foi trilha sonora de cena do Vin Diesel, hit do Guitar Hero, repertório do America’s Got Talent e canção tema do World Wrestling Entertainment (WWE).
- Skindred – Nobody (2002)
Conhecida por sua vibe caótica, a banda galesa Skindred lançou o single “Nobody” em 2002. Marcada como um dos hinos do grupo e famosa pelo refrão chiclete, a faixa também fez parte da trilha sonora do famoso jogo Need for Speed: Underground 2.
- MC Taya – CHEGUEI!!! (2024)
Pioneira do metal mandrake, MC Taya é a modernidade que o rock brasileiro precisava. Uma adaptação perfeita do nu-metal pro cenário atual brasieliro, Taya vem cuspindo verdades desde seus 15 anos e chegou pra mostrar que o rock nacional é feminino e, acima de tudo, preto.
- Linkin Park – The Emptiness Machine (2024)
Como um respiro na cena do rock alternativo, Linkin Park fez seu comeback com a vocalista Emily Armstrong em 2024 mostrando que o Nu-Metal está de volta, mantendo o sonho de Mike Shinoda vivo e honrando a memória de Chester Bennington.