Emilie Brandt está planejando algo grande e muito interessante, mas você ainda não a conhece. A cantora, que vem cativando fãs ao redor dos Estados Unidos com sua música e presença de palco marcantes, possui sua trajetória iniciada na música eletrônica. No entanto, Emilie não esconde sua vontade de desbravar novos gêneros em seu novo e ensolarado single “Feel It All”.

Ao falar de sua nova música, ela a descreve como uma canção alto-astral, que te faz pensar no verão. É sobre fugir de todos os seus problemas e escapar da realidade por um tempo, tudo em nome da boa diversão. A ideia de conseguir fugir um pouco da rotina e buscar ser feliz. No geral, a cantora quer nos apresentar um mundo onde podemos largar nossas responsabilidades e fugir com os amigos (e quem não gostaria de fazer isso?).

Em entrevista ao ROCKNBOLD, Emilie se apresenta aos brasileiros, fala um pouco mais sobre seu single, os desafios da quarentena e como está sendo a experiência de sair de sua zona de conforto.

Quando ouvi “Feel It All” pela primeira vez, pensei que você fosse uma cantora de indie pop, mas escutando algumas faixas antigas e seu primeiro disco, percebi que você também é uma cantora de música eletrônica. Com seu novo single, você está tentando explorar novos gêneros? Essa é a sua nova direção?

“Mesmo eu amando escrever músicas eletrônicas, estou saindo um pouco desse estilo musical para focar nos meus próprios lançamentos. Definitivamente o pop é a direção para a qual estou caminhando agora.”

Uma música sobre o verão é sempre uma boa ouvida, a ideia de se sentir feliz e aproveitar o momento é uma experiência alegre para o ouvinte. Conte um pouco de como foi criar “Feel It All”.

“Eu escrevi “Feel It All” quando tinha acabado de me mudar para Los Angeles e estava me sentindo muito inspirada pela luz do sol e o espírito de praia que a cidade possui. Eu sempre me senti confortável escrevendo músicas sobre relacionamentos e minha luta pela minha saúde mental, mas ultimamente eu estou desejando escrever músicas mais felizes e com um ritmo mais agitado. Com tudo o que está acontecendo no mundo agora, a música é uma forma de escape para várias pessoas, então, estou saindo da minha zona de conforto dentro das letras que escrevo e canto para tentar ser uma luz para essas pessoas.”

Para que os brasileiros possam te conhecer mais, conte um pouco sobre quais artistas você está escutando no momento, quais são suas inspirações?

“Ando escutando muito o “Future Nostalgia” da Dua Lipa. Eu realmente amo como as músicas dela são divertidas e cativantes, além disso, o álbum está sendo uma inspiração para as músicas que estou escrevendo. Outro álbum que também estou escutando muito ultimamente é o “After Hours” do The Weeknd – ele tem um estilo retrô em suas músicas, mas que ao mesmo tempo soam muito refrescantes e novas. Em dias que sinto que preciso ouvir alguma coisa para levantar o meu astral, escuto Your Smith, ela tem uma música chamada “The Spot” que te deixa com muita vontade de dançar!”

Desde março estamos vivenciando a quarentena, acredito que todos os fãs de música estão sentidos falta de shows e do contato direto com os artistas. Recentemente você realizou algumas lives e até participou de um festival online. Como está sendo para você essa nova experiência com os fãs? O que você acha dessa nova forma que as pessoas têm para te conhecer?

“O festival online foi uma experiência incrível e fiquei muito feliz em fazer parte de algo que pôde unir tantas pessoas durante esses tempos estranhos. Depois de algumas semanas de quarentena eu comecei a me sentir muito solitária e não conseguia parar de me sentir assim. Então, decidi que era a situação ideal para sair da minha zona de conforto (isso está virando um tema para mim haha) e aprender a me conectar com as pessoas através de uma tela. Já era algo que eu costumava fazer, em pequenas doses, mas nunca no nível que está agora. Livestreaming é algo realmente muito estranho, você é encarregado de passar energia para várias pessoas online ao mesmo tempo que você está sentando sozinho em um quarto vazio. Com o tempo, isso passou a ser algo fácil para mim e estou me divertindo muito me conectando com os meus fãs do mundo todo. Eu sou otimista, procuro sempre o lado positivo de todas as situações e, mesmo a quarentena sendo difícil, eu estou confiante de que encontrei uma boa forma de passar por ela!”

Voltando para “Feel It All”, a música também ganhou um vídeo. Mesmo em quarentena, o vídeo conseguiu representar toda a energia da música. Como foi a gravação dele?

“Eu e minha equipe até tínhamos planos para gravar um videoclipe completo antes da quarentena acontecer e a ideia era gravar uma festa enorme. Claro que não conseguimos fazer isso e tivemos que encontrar uma solução rápida para o novo conteúdo visual que a música merecia. O vídeo inteiro acabou sendo gravado diretamente em um iPhone no prédio que eu estava vivendo no período. Nós encomendamos vários adereços e uma tela verde e eu e minhas duas roommates gravamos tudo dentro de dois dias. Depois disso, eu fiquei acordada por três noites editando tudo e acabou que foi isso que lançamos.”

Para finalizar, o que podemos esperar dos próximos lançamentos? Você já tem algo em mente?

“Eu já tenho alguns singles que estou finalizando no momento, mas todo o processo de escrita e gravação teve que desacelerar o ritmo por não poder estar fisicamente em estúdio com os meus produtores. Espero poder estar em breve com eles e poder lançar outra música assim que for possível!”

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