Sociedade Boêmia aposta em inovar e renovar

Apostando em uma nova sonoridade, os paulistanos do Sociedade Boêmia chegam com um single regado de influências nordestinas

O brasileiro, mais do que ninguém, sabe como inovar e renovar o mercado fonográfico. A cada dia surgem novos estilos, novas misturas e, dessa forma, nosso som vai se popularizando e ganhando status de miscigenado, assim como nossa população. O barato do rock é justamente esse, experimentar, aprimorar, brincar com a imaginação, e dessa forma temos exemplos como o Sepultura colocando tambores em suas músicas do álbum Roots; o Nação Zumbi apresentando ao mundo o manguebeat, um movimento de contracultura nordestino, que mistura elementos regionais com o rock, hip hop, entre outros, e por aí vai.

Seguindo justamente esse último exemplo, os paulistanos da banda Sociedade Boêmia lançou seu último single no ano passado, intitulado Passado Cangaceiro, onde explora com maestria essa mistura do nordeste com o rock/heavy metal em sua essência. Vale ressaltar que a banda leva a bandeira do rock/heavy metal desde sua criação, então apostar, e acertar com maestria em uma mistura dessas, é entender que arriscar as vezes faz muito bem pra saúde, obrigado. E pra saber um pouco mais da trajetória e processos de composição, trocamos ideia com Téo, vocalista do Sociedade Boêmia. Desce aí!

Foto: Sociedade Boêmia / Divulgação

Rocknbold – Bora começar com vocês se apresentando pra quem não conhece o Sociedade Boêmia, como foi o início da banda?

Téo – Começamos como a maioria das bandas jovens, juntando amigos e tocando as músicas que gostávamos. A diferença é que fomos levando adiante e passando pelas fases que toda banda passa sem desistir. Todo esse processo, com mudanças na formação da banda, culminou no que somos hoje. Uma banda de amigos que se reúne para fazer Rock And Roll.

Rocknbold – Vocês têm um EP, um álbum e alguns singles já lançados no mercado. Como foi o amadurecimento dessa cronologia de lançamentos?

Téo – Acredito que sempre buscamos o melhor em cada trabalho e, mesmo com as limitações (sejam elas técnicas ou financeiras) fizemos trabalhos de qualidade. O amadurecimento vem naturalmente. A cada desafio superado você tem aprendizados, e isso te prepara para o próximo desafio. Gostamos desse processo.

Rocknbold – A banda também já abriu shows de expressão na cena mundial, como o Creedence Clearwater Revisited e o Nazareth. Como foi a recepção do público que não conhecia vocês nesses eventos?

Téo – Foi muito boa. As pessoas conseguem enxergar valor no que fazemos e isso é gratificante. Veja bem, somos uma banda que faz um som muito pessoal, com letras e influências que acreditamos e gostamos. O fato de termos sido bem recebidos, inclusive fora de São Paulo, mostra que estamos num caminho interessante.

Rocknbold – Recentemente vocês lançaram o single “Passado Cangaceiro”, que conta com um pitada de baião ao som original que a banda faz, fórmula já usada por bandas consagradas como Nação Zumbi e Mamonas Assassinas. Como foi chegar nessa experimentação?

Téo – Foi extremamente divertido. O processo de composição é algo que nos fascina desde sempre. A liberdade que temos para criar nos permite todo tipo de mistura e isso é motivador por si só. O mais legal de tudo foi a participação de todos no processo, seja dando opiniões ou trazendo algum elemento novo na música.

Rocknbold – Pra gente fechar, quais são os planos do Sociedade Boemia para 2021? 

Téo – Queremos continuar fazendo música e nos aproximando cada vez mais do público. Nossos objetivos são simples. Fazer aquilo que gostamos e dividir com as pessoas.

E aí, curtiu a nova proposta dos caras? Interessou em conhecer um pouco do som que eles fazem? Cola pras redes dos caras e nas plataformas digitais que tem tudo por lá. Até!

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