Forte nome no rock alternativo, os franceses do Snap Border chegam com o novo EP “Icons” para o final de 2020, visando a volta dos shows em 2021

O rock alternativo é um dos subgêneros mais executados dentro do rock, desde sua criação em 1980, sua alta exploração na década seguinte, e até hoje diversas bandas surgem levantando essa bandeira que consiste em um rock pesado, porém repleto de elementos atuais, como samples, por exemplo, ou mesclando estilos que já existem, dando um novo ar para o bom e velho rock and roll. Com a massificação do subgênero, um dos países que também buscou fincar sua bandeira foi a França. Escorregando também pelo metal alternativo, na França temos nomes como Gojira, Eths, Alcest e o Snap Border, banda criada em 2012, que flerta perfeitamente com os dois subgêneros, colocando elementos diversos e o peso digno do metal em suas músicas. Com letras fortes, instrumental caprichado e um vocal de tremer as paredes, os caras são aposta para a volta de shows em 2021.

A equipe do ROCKNBOLD bateu um papo com o guitarrista Olivier Siedlecky sobre a carreira deles, além do novo trabalho de estúdio intitulado Icons, que estreia hoje nas plataformas digitais. Desce aí!

Snap Border (Divulgação)
Foto: Snap Border / Divulgação

ROCKNBOLD – Diretamente do Groover e das plataformas, se apresentem pra gente, quem é a Snap Border e como vocês começaram?

Olivier – Snap Border é uma banda francesa de rock alternativo fundada em 2012 no leste da França. A banda foi fundada pelos dois guitarristas Olivier Siedlecky e Eddy Bouvot que já trabalhavam juntos em outras bandas de rock. O objetivo era criar uma banda de rock dinâmica, flertando com o metal, mas permitindo valer-se de todas as influências dos músicos, sem fronteiras: aí nasceu o Snap Border. Ao grupo juntou-se rapidamente o talentoso Christophe Szczyrk na bateria e Franck Poinsot, o cantor impressionante com sua voz profunda. No baixo, a formação foi completada por Greg, que foi substituído por Adam (2013-2019) e depois Kevin Fauvel. O Snap Border lançou seu primeiro álbum “Alternative Current Box” em 2016, 13 faixas tão ricas quanto variadas, que a banda defendeu no palco tocando em toda a França com algumas bandas internacionais como Lacuna Coil, Madball ou Ugly Kid Joe.

ROCKNBOLD – O som de vocês é algo que flerta com o post-hardcore/new metal. Essas vertentes correm nas veias dos integrantes?

Olivier – O gênero que os membros da banda ouvem é decididamente metal: In Flames, Bring Me The Horizon, While She Sleeps estão entre as principais influências. Cada membro também tem outras influências próprias. Estamos muito interessados na onda de bandas de metal modernas e estamos muito atentos aos lançamentos. Porém, se nossas influências são o metal, adoramos transpor isso para um espírito rock decididamente.

ROCKNBOLD – Em junho de 2020 vocês retornaram para estúdio, e gravaram o mais novo EP, intitulado “Icons”. Qual a principal diferença entre o início e esse novo trabalho?

Olivier – A grande diferença entre o nosso início e a criação de “Icons”, é que tivemos 4 anos para tocar no palco, para evoluir nosso som e saber o que queríamos agregar: mais profundidade, mais possibilidades para shows ao vivo. Da mesma forma, aprendemos a defender melhor nosso projeto junto aos parceiros. Tivemos a oportunidade de conhecer a equipe CHS Prod (os talentosos Antony Chognard e Maxime Keller), que nos permitiram ajustar especificamente a adição de samples e o trabalho de produção vocal. Por fim, a chegada de Kevin (Baixo) na banda, muito influenciado por sons mais modernos, veio no momento certo na evolução da banda.

ROCKNBOLD – Este ano vocês tiveram também contato com um dos membros da banda While She Sleeps. Como rolou esse encontro?

Olivier – Trabalhar com Mat Welsh, um dos guitarristas do While She Sleeps, foi totalmente inesperado (e louco!). Eu o estava acompanhando no Instagram, e percebi que ele também estava oferecendo seus serviços na área de design gráfico. Amamos o trabalho de While She Sleeps: a música deles é absolutamente ótima e os gráficos bem dominados, me arrisquei e entrei em contato com ele. Em seguida, nos comunicamos para definir nossas necessidades e dar a ele nossa direção artística. Ele foi super legal, paciente e gentil, e rapidamente veio com algo que atendia perfeitamente às nossas necessidades! Foi muito bom poder trabalhar com um artista assim! Portanto, o novo emblema do Snap Border é inspirado em nossa colaboração com ele.

Snap Border
Foto: Snap Border / Marie d’Emm

ROCKNBOLD – “Icons” fala bastante sobre facetas que temos na nossa sociedade. Qual a importância para vocês de se tratar sobre assuntos do cotidiano?

Olivier – É muito importante para nós estarmos conectados ao nosso ambiente. Somos todos observadores e atores de nosso mundo atual, e é importante para nós darmos uma olhada (que é nossa) em fatias da vida moderna. Por meio de nossos textos, temos a possibilidade de fazer as pessoas pensarem sobre o que estão vivenciando, seu entorno e suas ações. Ao mesmo tempo que lhes permite ter a sua opinião sobre a nossa sociedade.

ROCKNBOLD – Para finalizarmos, quais os planos do Snap Border para 2021?

Olivier – A pandemia do Corona Vírus tornou o ano de 2021 bastante complicado de antecipar. Em qualquer caso, é claro que voltaremos ao estúdio para criar novas músicas a fim de preparar o próximo álbum do Snap Border. Também estamos nos preparando para executar o EP “Icons” ao vivo, e estamos preparando em residência nosso próximo show. Também estamos prospectando turnês internacionais. Por fim, estamos trabalhando na preparação de versões alternativas de algumas de nossas canções (acústicas em particular), para poder propor shows ao vivo adaptados à crise atual. E, não se esqueçam de nos seguir nas redes sociais e nas plataformas! 🙂

O Snap Border é uma boa pedida pra você que curte rock e metal alternativo. Nas plataformas é possível encontrar todo o catálogo de sons que os caras já soltaram até hoje, incluindo o novo EP Icons. Não conhecia os caras e curtiu o som? Joga pra frente, a música independente agradece!

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